Corpos foram encontrados após a Operação Contenção, considerada a ação policial mais letal da história do Rio de Janeiro; total de mortos pode ultrapassar 120.
Descoberta após a operação
Moradores do Complexo da Penha, na zona norte do Rio de Janeiro, localizaram e removeram cerca de 60 corpos de uma área de mata da comunidade nesta quarta-feira (29), um dia após a Operação Contenção, deflagrada pelas forças de segurança do estado. Os corpos foram reunidos na Praça São Lucas, no centro da comunidade, e, segundo relatos, não fazem parte do balanço oficial de 64 mortos — sendo 60 suspeitos e quatro policiais — divulgado pelas autoridades.
Possível ampliação do número de vítimas
O número de vítimas pode, portanto, ultrapassar 120 mortos, o que tornaria a ação a mais letal já registrada pelas forças de segurança do Rio de Janeiro. Durante a noite anterior, outros seis corpos foram encontrados em uma área de mata no Complexo do Alemão e levados ao Hospital Getúlio Vargas, também na zona norte.
Denúncia de ativistas e reação da comunidade
O ativista e morador do complexo, Raul Santiago, realizou uma transmissão ao vivo denunciando o que chamou de “chacina histórica” e afirmando que o episódio representa “um retrato doloroso da realidade brasileira”.
A pedido dos familiares, os corpos foram expostos para registro da imprensa antes de serem cobertos com lençóis. O Instituto Médico-Legal (IML) foi acionado para realizar a remoção e identificação das vítimas.
Resgate e silêncio das autoridades
O Corpo de Bombeiros iniciou a retirada dos corpos ainda durante a madrugada. A Polícia Militar foi procurada, mas até o momento não se pronunciou sobre as novas ocorrências. O governo estadual segue classificando a ação como “a maior operação da história do Rio de Janeiro”.









